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Parecer sobre o incidente explosivo ocorrido em um condomínio em Porto Alegre está atualmente em processo de revisão

Parecer sobre o incidente explosivo ocorrido em um condomínio em Porto Alegre está atualmente em processo de revisão

Os moradores continuam residindo temporariamente no salão de eventos do local, buscando soluções improvisadas.

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A explosão que atingiu um prédio no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, completou três semanas no dia 25 de janeiro, sem confirmação das causas do incidente. Segundo o Instituto Geral de Perícias, o laudo que vai determinar o que provocou a explosão está em fase de revisão. Parte dos moradores segue no salão de festas, e o gás ainda não foi religado nos prédios. O acidente causou uma morte e deixou nove feridos.A interrupção do fornecimento de gás, que foi cortado temporariamente no condomínio para evitar novos vazamentos, gera transtornos para os moradores, como relata a dona de casa Daiane Santos da Silva, há três semanas no salão de festas do condomínio, opção de quem preferiu não ir para o abrigo oferecido pela prefeitura. Uma proteção foi instalada na última semana para impedir o acesso aos prédios interditados. A Defesa Civil está no condomínio para garantir a segurança dos moradores.

Uma reunião foi realizada nesta quinta-feira (25) com a Defensoria Pública do estado, que acompanha o caso. Os residentes aguardam a definição do laudo, necessário para que a seguradora estabeleça as possibilidades de indenizações. A construtora do condomínio, Tenda, alega que as medidas de suporte oferecidas incluem isenções de parcelas para seus clientes, propostas de desconto na taxa condominial e oferta de apoio psicológico gratuito aos moradores.

Quatro dias após a explosão, em 8 de janeiro, o morador Tiago Lemos, de 38 anos, faleceu no Hospital Cristo Redentor. Segundo o hospital, Tiago morreu vítima de falência múltipla de órgãos, decorrente de complicações causadas por queimaduras em 90% do corpo.

A suspeita do Corpo de Bombeiros é de que a origem da explosão tenha sido o vazamento de gás GLP em um fogão, localizado dentro de um apartamento no terceiro andar da torre 10. No momento da explosão, o local estava sendo evacuado devido a um vazamento de gás. O estrondo foi ouvido por outros moradores da região.

O condomínio possui cerca de 440 apartamentos e está situado na Rua Inocêncio de Oliveira Alves, próximo à esquina com a Rua João Fázio Amato.

Autor

Manuelle Craveiro.

 

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