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Convivência

A boa vizinhança

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Regras de convivência para um ambiente organizado e harmônico em seu condomínio.

O sonho de todo síndico é que seu condomínio seja um ambiente harmônico e organizado, e para se alcançar isso é preciso que todos os envolvidos “dancem conforme a música”, ou seja, que os moradores conheçam e cumpram as regras de convivência.

Você garante que todas as unidades em seu condomínio estejam por dentro dessas regras?

Um condomínio pode ter várias definições e dentre elas podemos citar uma: aglomerado de diferentes interesses. A melhor maneira de se manter um ambiente com tantas pessoas, de diferentes perfis e interesses em harmonia, é criando regras. Mas, o que pode e o que não pode ser colocado como regra? Quais são essas regras e as consequências para aqueles que não andarem na linha?

Vamos começar diferenciando os termos Convenção ou estatuto de condomínio do Regimento interno.

Convenção ou Estatuto de condomínio são as normas do condomínio, aquelas implantadas logo que o edifício começa a ser ocupado. A finalidade de cada unidade, os valores e as formas de pagamento das despesas ordinárias e extraordinárias, assembleias entre outras, podem ser conferidas nesse documento.

Regimento interno traz as regras de teor cotidiano, funcionamento do estacionamento é uma delas, por exemplo, e principalmente os direitos e deveres dos moradores. É elaborado pelos próprios condôminos e aprovado por maioria simples em assembleia.

Dentre os direitos do condômino destaco o de utilizar livremente de suas unidades e usar as partes comuns, conforme sua destinação, desde que não exclua a utilização dos demais moradores. Já entre os deveres, está o não prejudicar o sossego, salubridade e segurança dos demais moradores. Ou seja, é direito do morador usufruir de áreas comuns, por exemplo, mas também é seu dever cumprir com as regras de uso do mesmo. Tudo bem que o tempo passa e algumas regras podem cair em desuso pela própria reformulação do estilo de vida das pessoas ou de cunho estrutural mas, essas mudanças devem ser levadas para a assembleia e votadas. Lembre-se que o novo causa estranheza, então, sempre que uma antiga regra for reformulada ou que se implante uma nova, lembre-se de garantir que todas as unidades estão por dentro das mudanças e dê tempo para adaptação, aqui vale o bom senso.

E quando o morador insiste em “quebrar” as regras?

Infelizmente, assim como a sociedade, condomínios sofrem com pessoas que insistem em andar “fora da linha”. Mas regras foram feitas para serem cumpridas e quem for de contra à isso deve pagar pelos próprios atos. Nem sempre as pessoas fazem o que fazem com a intenção de infringir as regras, às vezes elas são apenas distraídas ou ainda não se adaptaram ao sistema, vale nesses casos o diálogo, relembre o mesmo das regras do espaço e de convivência e de que este deve pensar no coletivo e não apenas em seus próprios interesses. Caso o problema permaneça e todas as possibilidades de se resolver a questão com o dialogo o próximo passo será uma notificação do condomínio e a depender do caso multa. Em último caso, quando já se esgotaram todas as alternativas amigáveis, recorre-se às ações judiciais, e se chegar nesse ponto, indicamos que se procure um assessoramento jurídico especializado em direito condominial.

Mantenha um canal ativo de comunicação com as unidades, informação e diálogo nunca é demais e evita muita dor de cabeça para moradores e gestores.

 

 

Autor

Rafael Alves

Portal de noticias, artigos e apoio para Síndico e Administradoras, bem como Cursos e Eventos no segmento condominial. Realizamos e facilitamos a interação entre Síndicos, Administradoras, profissionais do mercado condominial e Empresas do segmento. Colaboradores: - Elizabete Letielas - Rafael Alves

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