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Gestão

Fundos Financeiros como, qual e quando usar?

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Entenda como o síndico deve organizar os Fundos Financeiros do condomínio

‘O seguro morreu de velho!’ Esse é um ditado popular muito utilizado para se referir à importância de ter outras opções caso algo não saia como o planejado. E, em um ambiente de tamanha complexidade como um condomínio, imprevistos acontecem e você síndico deve estar preparado para encará-los.

 

Você já ouviu falar de Fundos Financeiros?

Enquanto gestores, é possível nos organizar e planejar custos adicionais de situações que são pegas pelo nosso “radar”. Em São Paulo, por exemplo, a manutenção da fachada de prédios deve ser feita a cada cinco anos, então, esse é um custo adicional nas contas do condomínio que podemos nos organizar com bastante antecedência para minimizar o impacto no bolso dos moradores. Mas, como dito acima, imprevistos acontecem: uma infiltração no salão de festas, por exemplo, trará desgaste e custos não previstos pela administração. Mas, de onde tirar o dinheiro para essa reforma de urgência? De um fundo financeiro!

O fundo financeiro nada mais é que uma poupança oriunda de uma arrecadação extra, sendo que sua taxa de contribuição (entre 5% e 10%) deve constar na convenção. Ele deve ser implantado com a única finalidade de garantir o bom funcionamento do condomínio e ainda podendo ser um meio de garantir futuras obras de melhoria.

 

Fundo de Reserva

A forma mais comum deste tipo de arrecadação é o chamado Fundo de Reserva. O único que consta em convenção e deve ser utilizado em situações de emergência como: queda de um portão, vazamentos, equipamentos elétricos danificados, etc. Seu uso deve ser comunicado aos condôminos em até 30 dias e a arrecadação que irá suprir seu uso deve ser dada por votação em assembleia. É um equívoco utilizar deste para cobrir “buracos” na receita como inadimplência e gastos do dia a dia, sua finalidade é outra. Sua arrecadação ou o seu valor deve ser de até três meses o valor da receita total e caso atinja esse valor, o ideal é investir uma parte dele no condomínio, não precisando parar a arrecadação.

 

Fundo de Obras

Fundo voltado para a melhoria da infraestrutura do condomínio: pintura, reformas da área da piscina, troca de encanamentos ou parte elétrica, etc. É importante ficar atento ao que dizem as leis de seu município quanto aos prazos e normas técnicas dessas reformas, assim você pode planejar melhor o uso dos valores arrecadados nessa modalidade.

 

Fundo de Equipagem

Essa arrecadação é destinada a compra de equipamentos para modernizar ou simplesmente equipar as áreas comuns, visando a melhoria destes espaços. Tapetes, mobiliário, acessórios para os banheiros das áreas comuns, etc.

 

Rateios

Só de ouvir essa palavra muitos moradores viram os olhos, mas essa modalidade é muito comum, não só para dar conta de imprevistos, mas também visando gastos sazonais como o décimo terceiro de funcionários, por exemplo. Evite constância no uso desse fundo, mantenha suas contas em dia e tenha o controle de seu caixa, ou será cobrado pelos moradores.

 

É dever do síndico executar obras emergenciais afim de evitar transtornos para os moradores ou até mesmo situações que coloque em risco a segurança destes mas, fique atento ao que está disposto na convenção no caso do Fundo de Reserva e ao acordado em assembleia nos outros casos, pois, falhas podem leva-lo a responde civilmente ou até mesmo ter de devolver o dinheiro usado caso seja comprovado seu uso indevido.

Procure orientação jurídica e veja destes qual melhor se encaixa nas necessidades do seu condomínio e, se optar em iniciar um Fundo Financeiro, tenha total controle dos valores em caixa e do seu uso. E, principalmente, seja transparente em suas movimentações e sempre trabalhe em prol do bem estar de todos os moradores.

 

Da redação por: Rafael Alves

Portal de noticias, artigos e apoio para Síndico e Administradoras, bem como Cursos e Eventos no segmento condominial. Realizamos e facilitamos a interação entre Síndicos, Administradoras, profissionais do mercado condominial e Empresas do segmento. Colaboradores: - Elizabete Letielas - Rafael Alves

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