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Primeiro, as primeiras coisas…

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Esse projeto tem como principal fundamento a troca de informações que tenho com vocês sobre os mais variados temas da vida. Sim, digo vida porque o que nos une são os condomínios e o que são condomínios senão uma enorme representatividade da nossa vida?

Ao menos 2 vezes por semana dedico algumas horas para escrever pessoalmente essa coluna. Não abro mão. Elas me são tão importantes porque no fundo mesmo me trazem noção de pertencimento à nossa coletividade condominial.

Desde os escritos que recebo a cada e-mail, mensagens de whats enviadas, até mesmo àqueles que mesmo não retornando consigo sentir que trouxe a cada edição um tema para reflexão.

No último 21 de Setembro foi comemorado o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência. E também houve a apresentação inaugural do Portal Sindicolab.

Nessa inauguração do projeto – que já é uma realidade para todos nós do mercado profissional de condomínios – houve também a referência da importante data comemorativa.

Importante para todos nós, inclusive pra mim. Pouco falo da minha vida pessoal aqui, mas aos que me são mais chegados sabem das minhas irmãs. Tenho 2 lindas irmãs que são portadoras de deficiência e, sinceramente, são pessoas iluminadas que mais me ensinaram na vida, do que as ensinei.

São pessoas puras de alma, com um grau de superação em suas histórias que nos condicionam a enxergar a pequeneza de nossos problemas. O dia a dia nos trai do que realmente é importante nessa vida.

A data é comemorada no dia 21, justamente porque os principais representantes destas deficiências (Síndrome de Down) possuem na formação genética uma “anomalia” no cromossomo 21. A isso dá-se o nome de Trissomia. E sim, somente isso os torna diferentes de você que está lendo essa coluna.

Conviver com 2 pessoas deficientes me fez enxergar um outro lado da vida. Ainda hoje, ao estar do lado delas, encontro um preconceito muito grande. Poucos sabem como agir ao lado de um deficiente.

Costumo responder os questionamentos de tratamento com uma frase muito simples: enxergue-os com o respeito que qualquer ser humano normal merece. Na verdade, os enxergo com muito mais qualidades, pois acompanho desde criança as superações delas para serem inseridas na sociedade.

Desde pessoas que desejavam que trocassem de escola, até mesmo algumas que não entravam no elevador ao estarem presentes no condomínio onde nasceram.

O preconceito vem do desconhecimento. Em tudo na vida. O ser humano tem enorme dificuldade de lidar com o diferente.

Como “Narciso acha feio o que não é espelho”, lida com repulsa. Ainda existem os que não externam o preconceito de forma evidenciada, mas preferem que os seus não convivam com eles… “Vai que pega né?”

 

E o que isso tem a ver com Condomínios? TUDO!

 

A luta das minhas irmãs é a luta de milhões de pessoas que vivem às sombras na nossa sociedade.

É a luta de quem precisa superar as adversidades genéticas (que sinceramente, elas tiram de letra) e o desconhecimento da nossa sociedade.

Existe quem as trata como eternas crianças. Existe quem finge que não as vê. Existem os que não expressam o preconceito, mas afastam os seus.

Lembro da luta de minha madrasta para as fazerem estudar em escolas “normais”. Os pais “não tinham preconceito”, mas achavam um desaforo o filho delas estarem ao lado de “retardadas”.

Somos, todos nós, Síndicos, Gestores de Condomínios, Administradores, Advogados Condominialistas, e Prestadores de Serviços, transformadores dessas microssociedades chamadas condomínios.

Temos, sim, uma obrigação legal – e principalmente humanitária – de promover a inclusão social destas pessoas. A omissão nesse caso pode levar à uma marca indelével no coração destas pessoas.

Para finalizar, uma passagem da Juliana, que promoveu um cisco no meu olho, ao lembrar dessa história ao escrever essas linhas:

Num certo dia, na comemoração de seu aniversário, ao lado de pessoas queridas e familiares, Juliana foi indagada sobre seu desejo a ser pedido ao papai do céu.

Aos 16 anos, ela corta o bolo, assopra as velas e diz em voz alta:

“que papai do céu não me dê só proteção. Que papai do céu me dê o que mais preciso nessa vida: RESPEITO!”

Depois dessa, como bem apontou na noite de inauguração do SindicoLab, o idealizador Marcio Rachkorsky, “nosso projeto, nossos problemas e nossos temas ficam pra depois”.

 

Clodoaldo de Lima é Advogado Condominial e Sócio da ZDL ADVOGADOS.

 

 

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