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Incidentes

Rachaduras no prédio de Barueri levam à evacuação de 350 moradores

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Rachaduras em um edifício provocaram a evacuação de 350 moradores de um condomínio em Barueri

No último sábado, 23/04, uma das torres do Condomínio Viva Mais, no Jardim Belval, em Barueri, Grande São Paulo, cedeu. As rachaduras no prédio tinham espessura de mais de um dedo e levaram à evacuação de aproximadamente 350 moradores.

De acordo com condôminos, na madrugada de sexta-feira, já era possível escutar estalos na estrutura do prédio. Na data, a Defesa Civil foi chamada e uma análise preliminar constatou que as rachaduras não apresentavam perigo na estrutura do prédio, orientando assim que os moradores permanecessem no imóvel.

Porém, no domingo, 25/04, os estalos continuavam sendo ouvidos e as rachaduras começaram a se dilatar nas paredes e tetos de alguns andares. Mais uma vez a Defesa Civil foi acionada e desta vez foi tomada a decisão de evacuação dos moradores e a interdição da torre completa.

Moradores saíram às pressas

Após a aparição das rachaduras no prédio de Barueri e o mandato de evacuação, os moradores saíram às pressas do condomínio Viva Mais. A moradora Raquel Almeida, em entrevista ao Balanço Geral SP, contou que foi acordada por vizinhos, que a informaram sobre os barulhos de estalos: “Estava todo mundo assustado e eles disseram para pegar o que podia e a gente desceu.”

Para não correr risco de perder os móveis, alguns moradores contrataram caminhões de mudança na noite do ocorrido e levaram seus pertences para o novo local em que ficariam instalados.

A maioria dos condôminos foram para casa de parentes. Entretanto, alguns moradores não tinham para onde ir e se hospedaram nos salões de festas de outros prédios do condomínio. Eles acusaram Altana, construtora responsável pelo empreendimento, de não prestar assistência diante do ocorrido.

Nota da construtora sobre rachaduras no prédio de Barueri

Em nota enviada à imprensa nesta terça-feira, a Itaquiti Empreendimentos Imobiliários, sócia da Construtora Altana, declarou que ofereceu hospedagem a todos os moradores da Torre 6 (que apresentou os problemas de rachaduras) desde domingo até o dia 5 de maio.

Eles afirmaram também que as rachaduras no prédio de Barueri não decorrem de falhas na construção e que a possível causa da rachadura na junta de dilatação seja movimentação atípica do solo:

“Não foram constatadas rachaduras nos apartamentos e/ou pilares que pudessem indicar risco estrutural. Ou seja, entendemos não haver indícios de riscos iminentes à segurança das pessoas nem da edificação.
Embora as vistorias técnicas não tenham sido concluídas, considerando o sistema construtivo utilizado, ressaltamos que não acreditamos haver colapso estrutural e que a movimentação não decorreu de vício construtivo.
A empresa continua empenhada em descobrir as causas do problema em questão, direcionar soluções e garantir a segurança de todas as pessoas envolvidas. Reforça que a obra seguiu todos os melhores procedimentos em termos de técnicas e materiais, contando com profissionais altamente qualificados contratados pela construtora em questão.”

Parecer da Defesa Civil

Como dito acima, a Defesa Civil foi acionada duas vezes. Na primeira, foi informado que as rachaduras no prédio de Barueri não apresentavam perigo estrutural. Na segunda, houve a evacuação do prédio e a interdição.

O condomínio já havia registrado um boletim de ocorrência denunciando as rachaduras e enviou também uma notificação extrajudicial à construtora, mas afirmaram que nada foi feito.

Entretanto, a construtora afirma que “não tem conhecimento de qualquer Boletim de Ocorrência efetuado pelo Condomínio, relacionado a essa questão.”

O prédio, entregue há três anos, tem relato dos problemas das rachaduras em um laudo assinado por um engenheiro em 2018.

 

Da redação – Por Elizabet Letielas

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1 Comment

1 Comentário

  1. Sistcom

    15 de setembro de 2021 at 15:37

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