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Síndico profissional ou marionete profissional?

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Síndico profissional ou marionete profissional?

Sabemos que ser síndico não é fácil, ser síndico profissional é mais difícil ainda, pois o profissional fica numa eterna berlinda entre fazer o correto, mostrar serviço e agradar aos moradores. A posição do síndico é complicada, pois muitas vezes, este deve tomar medidas impopulares e que irão desagradar a maioria dos moradores, principalmente aqueles que estão acostumados a fazer o que quer dentro do condomínio.

Antes de adentrar no tema principal é importante esclarecer que o síndico profissional é aquele que foi contratado para trazer benefícios, experiências e expertise ao condomínio, no intuito de galgar melhorias na convivência entre os moradores e qualidade na moradia de todos. Porém até chegar nesse ponto é necessário cumprir as regras da convenção, regimento interno e o Código Civil, e esta adequação muitas vezes atingem parte dos moradores que eram acostumados a não seguir regras, além disso, cabe ao síndico tomar todas as decisões importantes como admitir e/ou demitir funcionários, contratar e/ou dispensar prestadores de serviços, dar ordens aos funcionários e cumprir tudo que foi decidido nas assembleias e nas normas vigentes.

Então o que significa ser marionete no âmbito condominial? Pela Wikipédia marionete é: Fantochemarionete ou marioneta, origina-se do termo marionnette que, na língua francesa, significa boneco (pessoa, animal ou objeto animado) movido por meio de cordéis manipulados por pessoa oculta atrás de uma tela, em um palco em miniatura.

Usando esta definiçã muitos síndicos profissionais, ainda inexperientes como gestores profissionais e temerários em dar continuidade em seus contratos, deixam de lado a sua prerrogativa de síndico e viram verdadeiras marionetes profissionais, fazendo tudo que o conselho determina e ordena, virando um supervisor de luxo que empresta seu CPF para o condomínio. Estes profissionais, quando se deixam ser comandados e acabam sumindo no contexto, conseguem exatamente o contrário, tornando-se substituíveis, pois se não possuem postura e não conseguem implantar o comando de um síndico profissional, com o tempo fica claro ao condomínio que aquele profissional muito bem remunerado, nada mais faz do que obedecer a ordens do conselho do condomínio.

Um síndico profissional precisa ter postura e assumir a responsabilidade e o ônus do seu cargo, devendo decidir sobre o que é melhor para o condomínio, devidamente baseado em fatos e argumentos, até conseguir demonstrar aos moradores que suas atitudes trouxeram benefícios e economias ao condomínio. Isso não dá direito ao síndico virar um ditador arbitrário, no entanto, aos moradores é importante dar um voto de confiança ao gestor para que este mostre o seu serviço. Ao gestor é importante ter ciência das suas obrigações devendo, ao final, prestar contas aos condôminos de todos os seus atos e não somente das finanças. Neste momento, sim, serão avaliados os atos do síndico profissional que será elogiado ou criticado a depender dos resultados.

Ser síndico profissional não é cumprir ordens do conselho e deixar que, nas assembleias, qualquer culpa destes atos seja atribuída a estes. Lembramos que a responsabilidade civil e criminal é do síndico, portanto, recebendo ordens ou não do conselho, a responsabilidade de tudo que acontece, inclusive possíveis prejuízos, sempre será do síndico, profissional ou não.

Os condôminos, ao contratarem um síndico profissional, precisam ter a consciência de que este precisa ter espaço e liberdade para executar seus serviços e mostrar o seu diferencial. Se a este for dada a função de somente receber ordens, na minha visão não seria um síndico profissional e sim um marionete profissional, fazendo com que o condomínio pague por um serviço de excelência e tenha em troca um serviço que qualquer pessoa poderia executar.

Cabe ao síndico sempre prestar contas de seus atos, mas isso não se confunde com subordinação, caberá a ele sempre fazer prestação de contas de tudo que executa e gastos na forma da lei, mesmo que o morador não concorde, a este só cabe contestar na forma legal e diante dos seus pares em assembleia que podem ser convocada pelo síndico ou pelos moradores.

Então, qual o tipo de profissional que você deseja para seu condomínio?

 

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